A Descoloniza Filmes nasceu em 2017 com propósito explícito em seu próprio nome. Basicamente, acreditamos que a experiência humana não se resume a conceitos formulados em uma única região do planeta, e menos ainda por um único gênero.

Consideramos a descolonização do pensamento, propondo novas reflexões, novas linguagens, novas vozes. Assim, a Descoloniza propõe-se a priorizar obras dirigidas por mulheres, produzidas fora dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, e com temáticas que contribuam com a reconstrução de uma nova forma de pensar.

A Descoloniza Filmes é associada desde o princípio ao Lared, associação de distribuidores independentes latino americanos, através da qual adquiriu os direitos para distribuição do filme Rey (Niles Atallah, Chile), distribuído nos cinemas em julho de 2018. Além dele, no início de 2018 foi distribuído o filme argentino Minha Amiga do Parque (Ana Katz, Argentina), e logo em seguida foi a vez de Híbridos – Os Espíritos do Brasil (Brasil e França), de Priscilla Telmon e Vincent Moon. No segundo semestre de 2018 a Descoloniza levou aos cinemas o filme Como Fotografei os Yanomami, de Otavio Cury.

Em 2019, foram feitos os lançamentos dos filmes Los Silencios, de Beatriz Seigner, em codistribuição com a Vitrine Filmes, e Carta Para Além dos Muros, de André Canto.

Para 2020, estão sendo preparados os lançamentos dos filmes Saudade Mundão, de Julia Hannud e Catharina Scarpelini, Sem Rosto, de Sonia Guggisberg e Para Onde Voam as Feiticeiras, de Carla Caffé, Liliane Caffé e Beto Amaral.

Ibirá Machado é formado em Geografia, mas trabalha desde 2010 com distribuição de cinema independente, quando produziu o lançamento do filme “Bollywood Dream – O Sonho Bollywoodiano”, primeiro longametragem de Beatriz Seigner. 

Depois, entrou na Vitrine Filmes no ano de sua fundação, onde coordenou o lançamento de filmes como “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Frances Ha”, de Noah Baumbach, e “Las Acacias”, de Pablo Giorgelli. 

Com a experiência acumulada e a vontade de abrir mais espaço para a pluralidade de narrativas, fundou a Descoloniza Filmes em 2017.

Yas Chiden é produtora audiovisual e jornalista, percorreu pelas redações de telejornalismo na TV Bandeirantes-RS e TV Cultura, em São Paulo.

Em 2017 iniciou sua jornada cinematográfica ao realizar a produção executiva do primeiro longametragem documental do diretor Lufe Bollini, “Da Luz ao Vale” (Kino-Cobra Filmes), em fase de finalização. 

O desejo de percorrer amplamente pelo caminho do cinema independente e de formação de público, fez nascer o Cineclube Invenção, uma ação cineclubista itinerante que exibe projetos experimentais e produções de guerrilha. Em 2019, passou a integrar a equipe da Descoloniza, com o objetivo de promover novos horizontes físicos e virtuais diante da transformação constante da sociedade.