A Descoloniza Filmes nasceu em 2017, sob direção de Ibirá Machado e em sociedade com Beatriz Seigner. Com a experiência de ambos na distribuição do filme Bollywood Dream – O sonho bollywoodiano, em 2011, Ibirá foi para a Vitrine Filmes logo depois de sua fundação, contribuindo com seu crescimento e consolidação, passando por filmes como O Som ao Redor (Kleber Mendonça Filho, 2013), Frances Ha (Noah Baumbach, 2013), O Abismo Prateado (Karim Aïnouz, 2013) e Las Acacias (Pablo Giorgelli, 2013). Posteriormente, coordenou o lançamento de filmes como Yorimatã (Rafael Saar, 2016), A Morte de J.P. Cuenca (João Paulo Cuenca, 2016), A Loucura Entre Nós (Fernanda Vareille, 2016) e Crônica da Demolição (Eduardo Ades, 2017).

Agora, a Descoloniza Filmes nasce com um propósito explícito em seu próprio nome. Basicamente, acreditamos que a experiência humana não se resume a conceitos formulados em uma única região do planeta, e menos ainda por um único gênero.

Acreditamos na descolonização do pensamento, propondo novas reflexões, novas linguagens, novas vozes. Assim, a Descoloniza propõe-se a priorizar obras dirigidas por mulheres, produzidas fora dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, e com temáticas que contribuam com a reconstrução de uma nova forma de pensar.

A Descoloniza é associada desde o princípio ao Lared, associação de distribuidores independentes latinoamericanos, através da qual adquiriu os direitos para distribuição do filme Rey (Niles Atallah, Chile), distribuído nos cinemas em julho de 2018. Além dele, no início de 2018 foi distribuído o filme argentino Minha Amiga do Parque (Ana Katz, Argentina), e logo em seguida foi a vez de Híbridos – Os Espíritos do Brasil (Brasil e França), de Priscilla Telmon e Vincent Moon. No segundo semestre de 2018 a Descoloniza levou aos cinemas o filme Como Fotografei os Yanomami, de Otavio Cury.

Para 2019 estão sendo preparados os lançamentos dos filmes Los Silencios, de Beatriz Seigner, em codistribuição com a Vitrine Filmes, Para’í, de Vinicius Toro, e Amazônia – O Despertar da Florestania, de Christiane Torloni e Miguel Przewodowski.